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Destinos

Por Miguel Satúrio Pires

 Países e cidades

Europa

- Alemanha (Frankfurt + Munique + Berlim + Dortmund + Gelsenkirchen, Leipzig,

Nuremberga + Bremen + Estugarda + Kaiserslautern + Hanover + Hamburgo +

Colónia)*

- Áustria (Salzburgo* + Viena)

- Bélgica (Bruxelas + Bruges + Antuérpia)

- Dinamarca (Copenhaga)

- Espanha (Madrid* + Barcelona* + Valência* + Bilbau + Salamanca + Saragoça* +

Sevilha + Tarifa + Ilha de Maiorca + Burgos + Rota Dalí)

- França (Paris + Evian + Lion + Cannes + Biarritz + Montpellier)

- Holanda (Amesterdão)

- Inglaterra (Londres)**

- Irlanda (Dublin)*

- Itália (Roma* + Veneza** + ilha da Sardenha**)

- Portugal (Viana do Castelo* + Ponte de Lima* + Funchal* [+ Porto Santo] + Póvoa

de Lanhoso* + Porto [+imagens aéreas + Douro]* + Algarve [+ Guadiana]* + Lisboa* + Horta + São Miguel*)

- República Checa (Rota da UNESCO – Karlovy Vary * + várias cidades**)

- Suíça (Genebra + Lausanne +Gstaad* + Basileia* + Gruyère + Neuchatel**)

África

- África do Sul (Joanesburgo + Sun City + Durban + Port Elizabeth + Pretória + Cidade do Cabo* [+ Península do Cabo*] + Kruger Park* + Garden Route)

- Marrocos (Marraquexe + Ouarzazate + Atlas)*

- Moçambique (Maputo + Bazaruto + Quirimbas)

- São Tomé e Príncipe**

Médio Oriente

- Egipto (Cairo)

Oceânia

- Austrália (Sydney* + Melbourne* [+ Great Ocean Road] + Cairns [+ Grande Barreira de Coral)

América do Norte

- EUA (Nova Iorque* + São Francisco** + Carmel**)

América do Sul

- Brasil (São Paulo + Paraty* + Rio de Janeiro** + Petrópolis + Ribeirão Preto +

termas – Araxá [Minas Gerais] + São José dos Campos [SP] + Jericoacoara*)

- Argentina (Buenos Aires + Barriloche + Ushuaia + El Calafate)

- Uruguai (Colonia del Sacramiento)

América Central

- México (Cancún)

* Possível reedição imediata; com suporte fotográfico da minha autoria

** Suporte fotográfico insuficiente (mas de possível aquisição)

Nota¹: Os destinos, no seu geral, podem sofrer desdobramentos em termos de

conteúdos (ex: dossiers temáticos, locais, hotéis, itinerários, acontecimentos...)

Nota²: Todos os destinos incluem hotéis, dos quais, em alguns casos, existe

suporte fotográfico

 

Viagens pela memória

 

De Roma com amor

 

Todos os caminhos vão dar a Roma, desde há muito os Deuses anunciam. Mas baralhemos as palavras e troquemos os sentidos das letras. Para fazer de Roma um amoR de perdição

 

Roma é uma cidade de paixão, de encanto, de magia e fantasia. Por ela queremos morrer de amor, derramar líbido em forma de olhar pasmado, ouvir a sua história com uma atenção de jovem enternecido, clamar o seu esplendor com gritos de perdição.

Amor e Roma confundem-se. Confundem-nos. Trocam-nos as voltas. Nos sentimentos e nos sentidos.

Palavras gémeas que nos tentam pelos caminhos da tentação, para nos fazerem chegar, sempre, ao mesmo destino. Vezes sem conta tropeçamos com o amor em Roma. Mas se formos no sentido contrário também lá chegamos. Não se contam as vezes. Fica-se, assim, no segredo dos deuses. Com muito que contar mas sem palavras para explicar. Porque o amor não se explica. Muitas vezes complica. Quando são tímidas as doses de perdição, sem qualquer explicação.

Há que ter amor por Roma. Apesar de não podermos ter como certo o amor de Roma. Como o bicho homem, que tem tanto de pedra esculpida pelos séculos, como de carne que cai em tentação, Roma e o amor têm de se conquistar. Com golpes de asa a cheirar a romance, em passo decidido para quebrar o gelo.

Devagar penetramos neste corpo que morre de amor, em jeito de travessia pelos sentidos. Exploramos os cantos e recantos, as curvas e os planos. Depois... depois vem o deserto de emoções, que acorda quando lentamente saímos porta fora, em busca de ar, à procura de espaço, quais esfaimados leões no coliseu, a espera que a jaula se abra para devorar a próxima presa. Prometeram-lhes Roma com amor e deram-lhes seres com sabor a ninguém.

Num pujante grito do Ipiranga, chamamos em voz alta pelo amor que se passeia por Roma. De peito aberto cruzamos as esquinas e tropeçamos nas suas gentes, ensaiamos manobras de sedução, perante olhares indiscretos de homens e mulheres cheias de volúpia. Tentamos desnudar com um esgar felino as sombras que nos atravessam. Falha-nos o alvo. Mergulhamos a cabeça nas suas fontes da trivialidade, numa tentativa desesperada de afogar os sentimentos que ficaram lá atrás.

É o último dia, e o amor já lá vai. Mas não se esquece. Como Roma, que fica para sempre.

 

M.S.P.

 

Bairro Alto Hotel

Um hotel que faz a diferença

Quem passa pelo Largo Camões, em Lisboa, não fica indiferente ao recém-inaugurado Bairro Alto Hotel

Raros são aqueles que resistem a espreitar o que vai para lá das portas deste edifício centenário, totalmente recuperado de raiz, mantendo intocada a traça original e agora pintado de amarelo forte. As elegantes portadas emolduradas de verde-escuro deixam adivinhar desde logo o charme e o requinte dos seus interiores, projectados pelo atelier de Diogo Rosa Lã e José Pedro Lopes Vieira que trabalhou em parceria com a GLA Hotels, empresa convidada pelos proprietários (nacionais) do Bairro Alto Hotel para acompanhar a gestão operacional e comercial, assim como a decoração desta nova morada lisboeta. Na verdade, esta unidade de cinco estrelas, com 55 quartos e suites de decoração clássica e ambiente intimista, foge por completo ao mercado do turismo de massas, apostando num nicho que procura serviços personalizados. Um conceito que se pretende aqui afirmar e em que é dada uma especial atenção aos detalhes. Nada mais do que «marcar a diferença», como faz questão de salientar Grace Léo-Andrieu (ver entrevista), CEO da GLA. Inspirado nos motivos arquitectónicos que ilustram e compõem a história alfacinha, o décor do hotel recria e reinventa a luz e a atmosfera características das cidades mediterrânicas, ao utilizar materiais como a pedra de lioz, os pavimentos venezianos e os azulejos hispano-árabes. Um ecléctico conjunto de elementos que pretende retratar de forma minimal a multiplicidade das influências de Lisboa e acompanha toda a decoração das áreas sociais até aos quartos, onde a simplicidade dos soalhos em madeira, dos tapetes portugueses de lã, da boiserie lacada e dos móveis em nogueira de linhas depuradas é sinónimo de elegância. Outros pontos fortes do Bairro Alto Hotel são o seu restaurante “Flores”, que tem como chef de cuisine Leonor Manita (que trabalhou no reputado “Nobu”, de Londres), e os bares – o Garrett, o Mezzanine e o Iglo-Lounge –, espaços estes que estão abertos ao público em geral, pretendendo assim tornarem-se referências nos roteiros gastronómico e nocturno (com DJ’s convidados) da capital. A cultura é outro dos aspectos em destaque, sendo que o hotel conta com acordos com os teatros São Luís e D. Carlos, no intuito de acompanhar e promover em conjunto iniciativas que venham a estar calendarizados nestes dois espaços. Por fim, o terraço no último piso – reservado apenas aos hóspedes – convida à contemplação de uma fantástica vista panorâmica sobre o casario alfacinha a desaguar encosta abaixo em direcção ao Tejo.

M.S.P.